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A terça-feira não foi mesmo um bom dia para o ex-prefeito de Jaíba Jimmy Murça (PCdoB). Além de ter sido levado coercitivamente pela Polícia Federal durante a ‘Operação Agosto’, deflagrada hoje em Jaíba, Murça tomou conhecimento somente nesta terça-feira que seu pedido de liminar que reivindicava a anulação da sessão da Câmara Municipal que cassou o seu mandato há 10 dias foi negado no final da tarde de ontem por um juiz da Comarca de Manga.

O ex-prefeito foi liberado no início da tarde e já voltou para Jaíba , após prestar depoimentos na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Montes Claros.

Além do revés na esfera judicial, Jimmy enfrentou outro dissabor nesta terça-feira negra. O delegado federal Marcelo Eduardo Freitas disse hoje, em entrevista, que Jimmy teria tentado cooptar vereadores de Jaíba para evitar a sua cassação mediante a oferta de propina que flutuou entre R$ 200 a até R$ 1 milhão – esta última quantia bem improvável para os padrões da política local. De todo modo, a acusação é devastadora para as pretensões de Jimmy Murça em reassumir o cargo para o qual foi eleito em outubro do ano passado.

O ex-prefeito deve recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas sua situação política fica agora insustentável com as denúncias de que tentou comprar vereadores para impedir o seu impeachment. Os boatos de que esse tipo de oferta estaria acontecendo circulou em Jaíba nas últimas semanas, mas Jimmy Murça sempre negou as acusações, que atribuía aos adversários na cena política local.

Por Luiz Cláudio Guedes
Edição: www.mediosaofrancisco.com

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