mais médicosDos quatro médicos cubanos que abandonaram o programa Mais Médicos e tiveram seu registro profissional cancelado pelo Ministério da Saúde, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (19), um atuava na Bahia. Anisley Pérez Liriano trabalhava em Rio do Antônio, no sudoeste baiano. Além dele, tiveram seus registros cancelados José Armando Corzo Gomez, lotado em Timbiras, no Maranhão, Luís Enrique Marzo Herrera, em Belém do São Francisco, em Pernambuco, e Ortelio Jaime Guerra, em Pariquera-Açu, São Paulo. O mesmo já havia acontecido na semana passada com Ramona Matos Rodríguez, que não chegou a fazer o exame de revalidação do diploma e deixou o programa por insatisfação com a remuneração. Enquanto alguns saíram do país, ela permaneceu e trabalha atualmente na Associação Médica Brasileira (AMB), com um salário superior ao do Mais Médicos, de R$ 3 mil. A AMB foi uma das entidades que se opuseram à implementação do programa, por não aprovar a trabalho de médicos formados no exterior que não tenham passado pelo Revalida. A associação informou na semana passada que apoia que a médica cubana faça o exame e atue em sua profissão caso seja aprovada. Nesta quarta também foi divulgada no DOU a autorização da viagem de quatro servidores a Cuba que providenciarão a vinda do quarto ciclo do programa. Até agora, trabalham 6.658 médicos, sendo 5.378 cubanos. A meta do governo federal é de que o número chegue a 13 mil até o fim de março.

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