Indigenas
O 3º Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco reuniu mais de 150 representantes de 30 comunidades entre os dias 18 e 20 de julho na Aldeia Mãe Pataxó Barra Velha, a cerca de 200 quilômetros de Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia. Entre as propostas que serão levadas ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) está a sugestão para o colegiado negociar com o MEC para incluir educação ambiental na grade escolar, a aprovação de projetos do comitê para recuperar matas ciliares em áreas de proteção indígena e a oficialização das denúncias da degradação do rio ao Ministério Público e à Justiça. Os índios ribeirinhos – estimam-se que sejam 100 mil na extensão do Velho Chico – também solicitam a criação de uma Ouvidoria no CBHSF e a isenção de outorga de uso da água, por parte da Agência Nacional das Águas (ANA), para os indígenas da região. “As demandas tiradas aqui são propostas de políticas públicas que garantam a preservação do rio e sua relação histórica com as comunidades indígenas”, afirmou Uilton Tuxá, cacique da tribo Tuxá, de Rodelas, no Vale do São Francisco. “Toda a sociedade precisa entender que assim como precisamos viver, precisamos garantir o rio vivo para que ele nos dê vida”, ressaltou Ailson dos Santos, o cacique Yssô Truká, da Aldeia Tapera Truká de Orocó, em Pernambuco.

Facebook Comments
Comentar