Tribo

A tribo Fore, de Papua Nova Guiné, na Oceania, quase foi dizimada pelo hábito de comer cérebros humanos. No entanto, o costume também foi responsável pela redução do número de doenças cerebrais entre aquela população, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Nature. Durante funerais de parentes, os familiares comiam seus cadáveres: os homens comiam a carne, enquanto mulheres e crianças se alimentavam do cérebro. Usada como forma de demonstrar respeito aos ancestrais, a prática teve como consequência o desenvolvimento de uma doença degenerativa que causou a morte de 2% das crianças e mulheres. Após algumas gerações e com a proibição da prática, integrantes da tribo passaram a mostrar resistência genética à doença que matou seus ancestrais, chamada “kuru”, além de outras enfermidades cerebrais fatais e demências. “Não vimos essa alteração em nenhum outro lugar do mundo”, afirmou um dos autores, John Collinge. Para os pesquisadores, esse pode ser o início de uma forma de compreender problemas como Parkinson e Alzheimer.

Fonte: BN


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