ataqueO embate político agora tem precedência científica. Um pesquisa feita pelo cientista político Jairo Pimentel, da USP, concluiu que “bater” no adversário durante as propagandas pode ser eficiente e render votos. A tese de doutorado do pesquisador vai ser lançada no livro ‘Quem bate perde?’. De acordo com informações da coluna Radar Online, de Veja, Pimentel se debruçou sobre a disputa pela presidência entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), em 2010. Spots, peças televisivas de curta duração, que pegao o espectador de surpresa na programação, foram apresentados a 1.780 eleitores de cinco capitais durante o primeiro e segundo turno. Baseado em modelos de neurociência, Pimentel concluiu que as campanhas negativas causaram um grau elevado de ansiedade, gerando dúvida e reflexão. Por isso aumentam as chances de mudança de voto e rejeição do candidato atacado. O poder da “mensagem negativa”, segundo a pesquisa, é maior em eleições polarizadas ou no segundo turno. No caso do objeto de estudo, a avaliação é que Serra começou a disputa de forma mais agressiva em relação a Dilma. Mas a petista, no segundo turno, mudou de estratégia e passou a bater no adversário. Isso teria contribuído para a vitória.

Fonte: Bahia Notícias



Facebook Comments
Comentar