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Como é de conhecimento de todos, devido às dificuldades econômicas pelas quais o país vem passando, estados e municípios chegaram a pedir ao Ministério da Educação (MEC) que adiasse o reajuste do piso salarial dos professores para agosto, porém, o MEC manteve o anúncio em janeiro e alegou que cumpre o que está estabelecido em lei. Prefeitos de diversos municípios baianos e de todo o país utilizando o argumento de que o reajuste de 11,36% no piso salarial dos professores provocaria grande impacto no orçamento das prefeituras em 2016, foram até Brasília pedir ao Ministério da Educação para adiar a vigência do novo piso.

A situação é tão crítica que de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Rui Oliveira, o novo aumento seria comemorado se grande parte dos municípios baianos pagassem o piso destinado aos professores. No entanto, quase a totalidade das prefeituras não remunera os profissionais com este valor, segundo Oliveira, “92% dos municípios da Bahia pagam abaixo do piso”, afirmou este ano em entrevista ao Bahia Notícias.

Com toda a dificuldade, o prefeito de Malhada, no sudoeste baiano, Gimmy Everton(PT), vem se esforçando para pagar o Piso Salarial dos professores, o que muitos prefeitos de cidades vizinhas não têm feito. Desde 2013 que os professores de Malhada vem recebendo o reajuste do Piso, enquanto tem municípios que desde 2013 não concede um reajuste para os profissionais do magistério.

O novo piso, ou seja, o aumento de 11,36% anunciado em janeiro pelo MEC, começou a ser pago no mês de abril, em Malhada, só que neste pagamento referente ao mês de maio o recurso do FUNDEB 60 não foi suficiente para a prefeitura pagar o piso aos servidores municipais(professores), o que pegou todos de surpresa, causando um grande impacto.

Preocupado com a situação, o prefeito pediu que o secretário de finanças, Gimenes, juntamente com Anderson(Contabilidade) reunisse com o Presidente do SISPUMMA, Juvenal Júnior e, também, com o Presidente e vice-presidente do FUNDEB(Fábio Querino e Ramilson Xavier), Secretária Municipal de Educação, Míria Maristela e diretores(as) das escolas municipais, para firmar um acordo e apresentar algumas medidas para que o Piso seja mantido nos próximos meses.

Sem precisar de greve e muito alarme, ficou acordado que os professores não tomarão prejuízo em seus proventos, pois a diferênça que ficou do mês de maio será paga em duas vezes via folha de pagamento extra, uma no pagamento de junho e outra no pagamento de julho. Por outro lado, ficou acordado também que será feito alguns cortes de gastos durante estes trinta dias do mês de junho e o Piso será pago normalmente nos meses subsequentes.

É válido ressaltar que, a gestão anterior alegava que a prefeitura não tinha recurso para pagar o Piso aos professores e estes, por sua vez, precisavam se humilhar para que os seus direitos fossem garantidos, todavia era uma luta travada, tanto é que foi preciso alguns professores aderirem a greve, pagar o preço, ficar sem o salário de alguns meses, para conquistar os direitos de terem um salário mais digno. Hoje a oposição prega que o atual prefeito não pagou o piso neste mês de maio porque desviou o dinheiro, e aí fica a pergunta no ar: Será que antes não tinha dinheiro mesmo? Porque na atual gestão não precisou de greve e o prefeito tem conseguido pagar o piso durante os três anos e está se esforçando para continuar pagando neste ano de 2016?

Os professores de Malhada, em vista de outras cidades, têm muito o que comemorar, pois o prefeito está aberto ao diálogo e não têm medido esforços para fazer valer a Lei do Piso Salarial dos Profissionais do Magistério. Portanto, o reajuste do piso será mantido e o restante do mês de maio será pago em duas vezes.

Redação: www.mediosaofrancisco.com

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Um comentário para “Prefeitura de Malhada manterá o reajuste do piso dos professores e pagará em duas vezes a diferênça do mês de maio”
  1. juvenal disse:

    tudo isso resulme em dialogo e democracia

  2.  
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