Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Não há nenhuma novidade que boa parte dos políticos integrantes da Câmara dos Deputados e do Senado tem problemas na esfera judicial, respondendo a processos que não dão em nada por terem fórum privilegiado. Na disputa que ocorre nesta quarta-feira (13) para a presidência da Câmara, alguns dos candidatos respondem a processo, mas passam ao largo de qualquer punição. De tal forma que, num apelo (foi esse o sentido) feito por Eduardo Cunha na tarde desta terça-feira, numa espécie de aviso aos navegantes, bradou: “Hoje sou eu, amanhã é vocês”. Cunha sabe perfeitamente que perderá o mandato parlamentar, por cassação, o que não é o caso dos demais deputados, a não ser em relação aos corruptos, tal como ele. Como nem todos são corruptos visto que dizimaria o sistema democrático, melhor ficar como está no início deste texto quando anotado “boa parte dos políticos”. No entanto, não foi desta forma que a Uol, ao divulgar hoje uma pesquisa, anotou como “mais da metade” dos líderes de bancadas no Congresso (Câmara e Senado) têm fichas sujas, incluindo tentativa de homicídio – é o caso do líder do governo Temer, André Moura, de Sergipe, que responde a três processos -, além de outros líderes enrolados em corrupção e formação de quadrilha. Um dos candidatos à presidência da Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF), com auréola de favoritos, por sinal, teria um vídeo gravado, de acordo com o deputado Federal Alberto Fraga (DEM-DF). O vídeo seria da época do chamado “Mensalão do DEM”. Os políticos, portanto, passam batido no quesito corrupção e pouquíssimos estão respondendo a processo, em consequência do tal fórum privilegiado. Espera-se que nas eleições de 2018 grande parte seja varrida, porque há uma mudança visível na República. Só passou a acontecer depois da Operação Lava-Jato quando a República ganhou novos contornos. É o que se espera.

Por Samuel Celestino

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