cegos

Deficientes visuais brasileiros receberam bengalas eletrônicas criadas para auxiliar e orientar cegos que costumam andar pelas ruas.

A chamada Bengala Longa Eletrônica, avisa o usuário quando ele se aproxima de algum obstáculo acima da linha da cintura, como telefones públicos, toldos, lixeiras, galhos de árvore e outros, que podem provocar acidentes.

Ela tem um sistema eletrônico embarcado na pega, que emite sinais – vibrações e sons – e à medida em que o deficiente visual se aproxima de barreiras, os sinais emitidos pela bengala eletrônica vão ficando mais intensos, pulsando rapidamente.

A entrega dos primeiros quatro protótipos foi no mês passado em Santa Catarina.

O projeto Bengala Longa Eletrônica foi desenvolvido por Alejandro Rafael Garcia Ramirez (foto acima) professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), em Santa Catarina.

O programa foi contemplado pelo programa Universal e também pelo Sinapse da Inovação, ambos da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

Histórico

Os trabalhos foram iniciados em 2002, porém o projeto Bengala Longa Eletrônica surgiu, de fato, em 2005, ao ser selecionado na chamada pública MCT/Finep – Ação Transversal – Tecnologias Assistivas.

Com o apoio do MCT, o CNPq e o suporte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o desenvolvimento do projeto foi viabilizado até a elaboração do primeiro protótipo funcional de bengala eletrônica.

Em 2010 foi registrada a marca Bengala Longa Eletrônica e, neste ano, foi realizado o registro do Design Industrial.

No mesmo ano a Bengala Longa Eletrônica foi premiada com o primeiro lugar na categoria protótipos eletroeletrônicos no 24º prêmio Museu da Casa Brasileira, um reconhecido evento de design do País.

Com informações da FAPESC

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