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Filhas de peixe, peixinhos são!

Martine Grael e Kahena Kunze confirmaram nesta quinta-feira, na Marina da Glória, no Rio, que o DNA das famílias para a vela segue forte em seus jovens. A dupla deu show, venceu uma disputa acirradíssima com as rivais neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech na regata da medalha e levou o ouro na classe 49er FX.

Ouro histórico, jamais mulheres brasileiras tinham ficado com o lugar mais alto do pódio na vela. Vela que agora é responsável por 18 medalhas do Brasil em Jogos.

As duas, cujos pais são os ex-velejadores Torben Grael, o maior medalhista olímpico do Brasil ao lado de Robert Scheidt, com cinco, e Claudio Kunze, campeão mundial júnior em 1973, travaram uma briga acirrada durante toda a semana com outras três duplas de Espanha, Nova Zelândia e Dinamarca.

A ponto de as quatro parcerias chegarem para a corrida final, que dobra a pontuação, com 46, 46, 46 e 47 pontos perdidos. Tinham que dar tudo na decisão.

E deram.

Chegaram em primeiro lugar e somaram 2 pontos, fechando a classificação geral com 48 pontos perdidos, na raia do Pão de Açúcar, na praia do Flamengo, onde os ventos são mais fortes.

Com isso, evitaram que o Brasil ficasse sem medalha na vela, o que aconteceu pela última vez em Barcelona-1992 – são seis edições seguidas com pódio. No Rio, Robert Scheidt, na Laser, e Jorge Zarif, na Finn, chegaram em quarto.

Esta é a segunda vez que o país consegue medalha na vela feminina, já que em Pequim-2008, Isabel Swan e Fernanda Oliveira levaram o bronze na classe 470.

Ao cruzarem a linha de chegada, as brasileiras levaram os torcedores na praia do Flamengo à loucura. Houve muita vibração, gritaria e emoção. O local estava muito cheio e a torcida pela dupla nacional era forte.

Além das brasileiras, o pódio teve as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech, com 51 pontos perdidos e a medalha de prata, e as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen, com 54 pontos perdidos e o bronze.

Fonte:ESPN- Jean Pereira Santos

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