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Após a decisão do Supremo Tribunal Federal que entendeu que as vaquejadas causam maus-tratos aos animais e torna-las um esporte ilegal, o Ministério Público em Mata de São João, região metropolitana de Salvador, resolveu proibir uma vaquejada que ocorreria entre quinta-feira (13) e domingo (16) na Praia do Forte.

A decisão partiu do juiz Admar Ferreira Sousa, que explicou que sua decisão foi baseada na decisão do STF que derrubou a lei que regulamentava as vaquejadas no estado do Ceará. A vaquejada era organizada pelo grupo “Desafio Bahia Forte Vaquejada 2016” e, conforme decisão a multa pode chegar a R$ 50 mil por dia caso descumpram o que determinou o juiz.

O juiz redigiu o seguinte texto em argumentos em sua decisão: “A consciência humanitária da atualidade tem como claro e evidente que animal não é objeto, mas, sim, seres sencientes, que, embora não possuindo as faculdades mentais superiores, próprias do ser humano, possuem, certamente, faculdades mentais limitadas, semelhantes a natureza primária do ser humano, notadamente aquelas que dizem respeito às dimensões sensoriais e emocionais, e ainda possuindo, em certos casos, determinado nível de inteligência”, afirma o magistrado.

Nós do Minuto Bahia entrevistamos algumas pessoas sobre o que diz o juiz em sua decisão e a resposta foi unânime: “(…) existe muita hipocrisia das pessoas quanto a estas questões e não deveriam comer de gado porque para comer tem que matar” afirma Leocádio Ferreira vaqueiro profissional.

Fonte: minutobahia.com.br

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