Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

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Enquanto a política baiana anda preguiçosa e sem maiores problemas, Brasília pega fogo em todos os sentidos, especialmente com a prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deverá partir para salvar o que ainda tiver de pele com as delações premiadas que deve oferecer. No fim da tarde de quinta-feira (20), uma nova explosão tomou lugar, embora já esperada: a quebra do sigilo dos autos determinado pelo ministro Teori Zavascki, envolvendo o senador Fernando Collor de Mello. As primeiras denúncias oferecidas contra Collor surgiram em agosto de 2015. Ficaram em banho-maria até que veio ocorrer no início da noite de ontem. Em 2015, a carga pesada chegou ao Supremo Tribunal Federal e até março deste ano estava em sigilo, até que o ministro Zavascki resolveu, agora, pela denúncia aberta. Collor de Mello fora acusado pela Procuradoria Geral da República, através de Rodrigo Janot, segundo quem ele teria recebido 29 milhões de reais em propina, isso entre 2010 e 2014. Foram contratos efetuados pela BR Distribuidora, da Petrobrás, e a partir daí começaram as investigações realizadas pela Lava Jato. Collor era o comandante do esquema, e outros também participaram inclusive sua mulher, Carolina Medeiros Collor de Mello, três assessores, o diretor financeiro da TV Gazeta de Alagoas e alguns “testas-de-ferro”, além de outros integrantes do bando. Fernando Collor sempre foi uma figura estranha desde que se elegeu, por um acaso, como primeiro presidente eleito de forma direta, depois da ditadura. Não precisou, senão dois anos do seu mandato complicado, para cair através de impeachment, exatamente por questões que o envolveram provavelmente com corrupção. Trata-se de um personagem estranho e é dessa forma que se comporta no Senado. Presume-se que esteja chegando ao fim da sua caminhada. Não demorará em fazer parte do grupo que agora Eduardo Cunha integra. As decisões tomadas pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, e pelo ministro do Supremo, Teori Zavascki, irão colocá-lo nas trevas. Se tal acontecer, trevas para ele será muito pouco, porque, ao que se sabe, Collor sempre esteve envolvido em corrupção. Fará certamente uma boa parceria com Eduardo Cunha.

Por Samuel Celestino

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