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O deputado estadual Luiz Augusto (PP) surge, nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), como um terceiro nome que deve ser colocado no painel de candidatos para presidir a Casa. A eleição já conta com Marcell Moraes (PV) e com o atual presidente, Marcelo Nilo (PSL) – que tenta a sexta reeleição à frente do Legislativo baiano.

Contatado pelo Bocão News, Augusto afirmou que irá conversar com presidente do seu partido – o vice-governador João Leão. “Vamos conversar na segunda-feira (31) para ver se há viabilidade”, indicou.

O nome de Augusto é bem visto pela oposição. Parlamentares do agrupamento político fazem a conta que de que é preciso ter algum nome de dentro da base que rivalize com Marcelo Nilo para se ter alguma chance de vitória. Neste sentido, o pepista reuniria duas características interessantes.

A primeira é por ser da família de Nilo Coelho (PSDB). O ex-governador é ainda o padrinho político do deputado e, portanto, tem influência jamais negada por Augusto. O deputado indicou o vice na chapa que teve o tucano como cabeça na última disputa eleitoral para prefeito de Guanambi. O partido na cidade é controlado por Augusto e alinhado ao PSDB.

Além da relação umbilical com uma das principais e mais tradicionais lideranças do PSDB baiano, Augusto é do PP. O partido de João Leão saiu insatisfeito do pleito municipal e já acendeu fogueiras que indicam uma eventual mudança de ares. As sinalizações estão no campo das especulações e são negadas por todos os dirigentes, contudo, nuvem na política sempre pode se deslocar.

Neste sentido, um gesto em direção à base do prefeito ACM Neto “cairia” bem. Outro dado é que a oposição pode insuflar uma eventual candidatura pepista com o objetivo de aumenta as fissuras existentes na relação do PP com partidos alinhados ao Palácio de Ondina.

“As pessoas dizem que eu transito bem entre o governo e a oposição. Agora, se eu colocar o meu nome, vou até o final. Nem que eu só tenho o meu voto”, apontou. Ainda de acordo com o parlamentar, ele é contra a reeleição e – caso chegue à presidência da Casa – deve encerrar este processo. “Já falei isso. Senão o pessoal fica lá a vida toda”, alfinetou.

A musculatura do PP na Casa é outro fator que pesa a favor de Luiz Augusto. O partido de João Leão discute, internamente, se apoiará – mais uma vez – o intento de Nilo de comandar a Casa.

Na análise de deputados ligados à bancada governista, poucos são os que acreditam que Luiz Augusto contaria com o apoio dos correligionários se a candidatura estivesse ancorada nas fileiras de oposição a Rui Costa.

Eduardo Salles é ex-secretário de Jaques Wagner. Aderbal Caldas não demonstra insatisfação com o governo. Antônio Henrique acaba de ver o pai ser derrotado na eleição em Barreiras para um candidato do DEM e Robinho está de malas prontas para o PSD ou PR, sendo que este último é ligado ao deputado federal Ronaldo Carletto, que tem estreitos interesses convergentes com o Poder Executivo estadual.



Por Alexandre Galvão e Luiz Fernando Lima

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