Na última terça-feira, 11 de abril, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra 12 políticos baianos, dentre eles, estão os deputados federais Arthur Maia (PPS) e Lúcio Vieira Lima (PMDB), que foram bem votados nas Eleições de 2014, no município de Malhada, no sudoeste baiano. Arthur Maia foi apoiado pelo médico Marcelo e pelo ex-vereador Bita da Colônia, enquanto Lúcio Vieira Lima recebeu o apoio do atual prefeito Dezim.


Segundo a denúncia, o deputado baiano Arthur Maia (PPS), relator da reforma da previdência, teria recebido R$ 200 mil em caixa 2 para a campanha de 2010. Segundo o inquérito STF, Maia foi beneficiário de propina da Odebrecht por meio do Setor de Operação Estruturada. Ele foi identificado no sistema como Tuca. O referido deputado responderá no STF por falsidade ideológica eleitoral.

O inquérito contra o deputado federal Lúcio Quadros Vieira Lima(PMDB-BA) aponta que o deputado é suspeito de ter recebido repasse de R$ 1 milhão da Odebrecht para ajudar a aprovar legislação favorável aos interesses da companhia, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito pede a investigação de Lúcio Vieira Lima com base em delações de Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Cláudio Melo Filho, Emílio Alves Odebrecht, José de Carvalho Filho e Marcelo Bahia Odebrecht. Ainda segundo o inquérito, os delatores afirmaram que as medidas provisórias 470/2009, 472/2010 e 613/2013 foram aprovadas após a Odebrecht pagar milhões de reais a diversos políticos do Executivo e do Legislativo. De acordo com os delatores, o repasse foi feito por meio do setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht. No sistema da empreiteira, o apelido de lima era “Bitelo”. Fachin autorizou as investigações a partir do pedido do vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. Lima é suspeito de cometer corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além desses dois parlamentares, a lista é composta pelos deputados federais João Carlos Bacelar (PR), José Carlos Aleluia (DEM), Mário Negromonte Jr (PP), Nelson Pellegrino (PT), Jutahy Júnior (PSDB), Cacá Leão (PP), Daniel Almeida (PCdoB), Antônio Brito (PSD), o vereador Edvaldo Brito (PSD) e a senadora Lídice da Mata (PSB).

Vale lembrar que o grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a PGR encaminhou ao STF, com base nas delações de 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF.

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